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O SENTIMENTO OCEÂNICO NA TERAPIA CRANIOSACRAL

É sabido que o bebê experimenta na fase intra-uterina e nos primeiros meses de vida inúmeros períodos do sono REM (“Rapid Eye Movements” / Movimento rápido dos olhos), no qual ocorrem os sonhos mais vívidos. “O sono REM e o ritmo Alfa (transição entre a vigília e o sono) provavelmente constituem a base do que se denomina sentimento oceânico, ou sentimento nirvânico, que é um estado de plena e total experiência prazerosa através de um mergulho instrospectivo que se assemelha ao estado intra-uterino.

“No adulto, o retorno periódico a estes estados permitiria, portanto, a recomposição desse objeto interno bom, do narcisismo primário (base da auto-estima, do amor próprio) e da regulação das funções fisiológicas vitais.” (do artigo “Fases do Desenvolvimento Libidinal”, pelo psicoterapeuta reichiano Ernani Eduardo Trotta).

Esses estados  de absoluto vazio e reencontro com sentimentos de segurança e bem estar,  permeados por  sentimentos de  profunda quietude, algo ilimitado e  sem fronteiras, podem ser encontrados durante uma sessão de terapia Craniosacral.

A quietude é um estado natural, nunca perdido; mas pode estar  encoberto pelo movimento de pensamentos e imagens que estamos sempre criando. A habilidade de se relacionar com a quietude é baseada totalmente no nosso estado mental e em nossa quietude interior, onde não há movimentos de pensamentos, imagens ou intenções.

Quando a mente se assenta, podemos experimentar um estado de equilíbrio e pura consciência, abrindo-se o portal para a dimensão da Quietude Dinâmica. Como terapeutas de Integração Craniosacral, aprendemos a estar em um estado de quietude para que o sistema do cliente não reaja à nossa presença e possa realmente nos mostrar a sua individualidade, restabelecendo a harmonia e a força necessárias à sua recuperação.

O terapeuta entra em um estado de quietude e por ressonância, o cliente também é convidado a este espaço. Cultivamos uma capacidade perceptual para escutar com o toque sutil das mãos, as manifestações do ritmo craniosacral como movimentos de expansão e contração.

Aos poucos, esse sentimento oceânico vai tomando força e amplitude, se expandindo por todo corpo até perdermos a noção de tempo e espaço, sentindo-nos  plenos e livres. Percebemos o que já está quieto, o estado de silencio, a calmaria. Então, percebe-se que aquilo que procuramos está sempre, sempre esteve e sempre estará, nem aqui, nem ali, mas em todo lugar.

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Daniela Rossi

astrologia e terapias transpessoais

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