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Lua Nova de Escorpião – LUA DA TRANSFORMAÇÃO

As fases da Lua, em constante mudança, representam um fenômeno geocêntrico singular.

Elas só podem ser vistas da Terra, portanto, relacionam-se especificamente com o reino da consciência humana.

Na realidade, a Lua não muda, exceto no seu relacionamento com o Sol. Em um nível simbólico, aquilo que muda é a maneira pela qual percebemos essas energias e, consequentemente, como nos relacionamos com elas.

A Lua Nova  marca o início do ciclo de Lunação no qual somos direcionados ao impulso do novo e ao começo de um movimento seja ele qual for. Encontramos disposição para semear. É o momento onde as sementes começam a germinar e iniciamos nossa caminhada em direção a um objetivo específico.

Nesta Lua Nova de novembro celebramos mais um renascimento, um salto em direção á Luz após um dos momentos de escuridão mais profundos do ano, pois estamos vivenciando dois acontecimentos impactantes simultaneamente: a passagem do Sol e da Lua pelo signo de Escorpião e a Ocultação de Vênus pelo Sol no mesmo signo.

A partir do pôr do Sol de 27/10/10, Vênus retrógrado, travestida na figura de Inana – a Senhora do Céu, se reencontra com o Sol e some do céu oriental, descendo à Terra, para mergulhar em direção à Ereshkigal – Rainha dos Mundos Inferiores, o mundo das sombras, e enfrentar  a  Senhora da Noite e da Morte. Durante alguns dias fica oculta, para ressuscitar triunfante no novo amanhecer, quando aparece em forma de estrela matutina, oferecendo o coração em sacrifício para o despertar de uma nova consciência.

Esse renascimento de Vênus ocorre em cada um de nós, a cada 584 dias, mas cada vez em uma região do Zodíaco, nesta seqüência: Áries, Escorpião, Gêmeos, Capricórnio e Leão, percorrendo o ciclo completo ao longo de oito anos, quando então volta ao ponto de onde partiu, somando um total de 5 conjunções inferiores com o Sol – formando a figura de um pentagrama em nosso mapa individual.

Mas, para onde estará indo essa Heroína Mítica de nossos antepassados durante esses dias em que se ausenta do céu?

Quando a deusa Inanna, a rainha sumeriana do céu (a primitiva forma de Ishtar, Afrodite e Vênus), desce ao reino de sua irmã, Ereshkigal, a Senhora da Grande Região Inferior trata sua brilhante e bela irmã de acordo com as leis e ritos válidos para qualquer um que entre no reino: Inanna é levada “nua e de joelhos”, enquanto suas roupas e insígnias reais são ritualmente rasgadas em cada um dos sete portais do inferno.

Solicitando entrada no kur, o ‘mundo do não retorno’, o guardião pergunta pelo motivo e ela responde que vem por causa de sua irmã mais velha, Ereshkigal, que se contorcia em dores.

Foi-lhe exigido, a cada portal, que se desfizesse de uma de suas muitas insígnias, de modo que adentrou nua o grande salão real, dirigindo-se diretamente ao trono. Então Ereshkigal fitou Inana com os olhos da morte. Ela pronunciou contra ela a palavra da ira. Ela bradou contra ela o grito da culpa”. E assim, Inana se tornou um pedaço de carne apodrecendo, pendurada num gancho.

Ao desfazer-se de suas insígnias como Rainha do Céu, Inana vai de encontro aos seus aspectos mais escuros, mais reprimidos. Inana e Ereshkigal são aspectos polarizados de uma mesma totalidade: os aspectos claro e escuro da Grande Deusa. A lua cheia e a lua negra, acertadamente chamada de lua nova, porque é nas profundezas da não existência, do caos, das trevas, que a vida se renova, renasce. É na profundeza de nossas dores que cicatrizamos nossas feridas e reconhecemos a força para renascer.

Ao ultrapassar o limiar do kur, o reino da morte sumeriano, passam a prevalecer as leis de Ereshkigal. Nada do que aprendemos na vida nos serve diante da morte, ninguém é melhor ou pior, nada nos resta a não ser nos render, nos submeter.

Visto que o simbolismo lunar representa nosso passado, nossos apegos a tudo que nos é familiar e nossos padrões de comportamento mais arraigados e inconscientes, somente nesse encontro entre o Sol e a Lua é que podemos usufruir da oportunidade de trazer claridade, luz e Consciência a esses padrões.

E qual seria então a mensagem desta Lua Nova escorpiniana?

Visto a presença de tantas forças no signo da Fênix, a palavra de ordem do mês é: TRANFORMAR/ RECICLAR.

Transformar o quê? A presença da Lunação e de Vênus na casa 2 do mapa traduz a mensagem para transformarmos nosso Valor: Quais são tuas verdadeiras necessidades? O que tu valorizas e, acima de tudo, como te fazes valorizar?

Por estar retrógrada, Vênus nos pede que repensemos, reorientemos e redirecionemos nossos valores ou a maneira com que nos relacionamos com eles. Talvez observando mais objetivamente tuas habilidades, teus dons, reconhecendo-os… Assim, a força de Netuno (em Aquário, na casa 6) em trígono com a estrela D’Alva poderá surgir, mostrando que o valor aparece quando compreendemos verdadeiramente nossa função, nosso lugar dentro do grupo ou comunidade.

Quando servimos desinteressadamente, por prazer e com o coração o valor é reconhecido.

Mas, todo crescimento encontra obstáculos ao seu desenvolvimento e Mercúrio na casa 3 em quadratura com Netuno nos obriga a pensar claramente sobre o que queremos fazer e para onde dirigiremos nossas habilidades nos dias subseqüentes. Qual direção desejas para tua vida?

Mais uma vez o Universo apresenta sua sabedoria sincrônica. Marte na casa 3 em Sagitário nos alerta para que foquemos nossa energia em direção aos nossos anseios mais profundos, ao encontro de nossos ideais, sem nos desestimularmos pelas opiniões alheias, ou estaremos condenados a vagar sem rumo e dispersos (oposição ao MC em gêmeos), perdendo a preciosa oportunidade da transformação que surge ao percebermos que fazemos parte de um todo muito maior ao qual devemos humildemente nos colocar de joelhos sempre que a arrogância e o sentimento de invencibilidade e superioridade se apresentar.

Daniela Rossi

Comentários»

1. Eleonora Correa - 30/10/2013

Gostei muito de aprender a história da Lua em Escorpião,tenho o sol em escorpião ascendente em escorpião do qual gosto muito ,mas preciso saber por que é tão pesado, tão forte e para muitas pessoas diabólico tudo que se refere a este signo. Não me sinto assim, mau, vingativa,escura, mas convivo bem com assuntos ligados á morte.


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