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SOLSTÍCIO DE VERÃO – TEMPO DE NATAL

O Sol entra no signo de Capricórnio às 02h16 do dia 22.12.2011 (Horário de Verão de Brasília).

É o Solstício de Verão – Tempo de Natal – dia mais longo do ano, momento em que a Luz do Sol predomina sobre a noite do Hemisfério Sul e que o Astro Rei coloca-se no ponto mais alto da abóbada celeste, no zênite, sobre o signo de Capricórnio.

Daí o signo de Capricórnio ser representado por uma Cabra e, na Astrologia Inca, pela Tarruca, um tipo de cabra andina que consegue vencer suas limitações e escalar até os picos das cordilheiras.

Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida, expulsando as forças cegas, as forças profundas e prisioneiras da alma que o impedem de atingir a Perfeição, o ápice.

Para o Hemisfério Norte trata-se do Solstício de Inverno, a noite mais longa do ano e o momento de virada da estação. De todos os quatro pontos principais de virada no ano, o solstício de inverno deve ser o mais significativo. Ali, no momento da maior escuridão no hemisfério norte, o sol “aparece” novamente…

No antigo drama mitológico da descida do deus ou deusa ao mundo subterrâneo, o retorno à humanidade iniciou-se. Na jornada da inconsciência individual, o ponto de maior contato com a consciência universal foi atingido, a sabedoria coletiva foi assimilada e o indivíduo inicia um retorno simbólico como um ser transformado: o “eu” tornou-se o “Eu”. É por isso que todos os deuses que representam o “eu” elevado — incluindo Cristo — têm seus aniversários celebrados no solstício de inverno, mesmo sabendo-se que não nasceram efetivamente nesta época.

Mas, como o momento de renascimento espiritual foi associado à Cabra? O signo tem uma história mítica longa e complicada. Originalmente não era a cabra, mas a “Cabra-Peixe”, uma imagem particular que atualmente foi quase esquecida.

Na antiga Babilônia, o deus Ea era representado como um homem encapotado em uma pele de peixe. Ele regia as “águas sob a terra”, o poder vital que mantinha os rios Tigre e Eufrates correndo e assim dava a vida à terra.

A influência mesopotâmica sobre os egípcios resultou na fusão dessa imagem com outra. Quando a lua estava cheia em Capricórnio (junho-julho), as águas do Nilo começavam a subir. A pesca voltava a ser abundante, sendo uma fonte necessária de alimento para os camponeses egípcios. Assim, as águas corriam de “sob a terra” para trazer o alimento vivificante (peixe) sempre que a lua estava cheia no signo da cabra.

Os gregos também conheciam Capricórnio como a cabra e uma fonte de alimentação. Para eles, Capricórnio era freqüentemente associado à Amaltéia, a ninfa-cabra que amamentou o pequeno Zeus (Júpiter) quando sua mãe Réia o escondeu na ilha de Creta para salvá-lo da ira de seu pai Cronos (Saturno). Em gratidão por ter-lhe salvo a vida, Zeus, ao tornar-se rei dos deuses, colocou-a no céu como a constelação de Capricórnio, e transformou um de seus cornos na Cornucópia ou Corno da Abundância.Uma vez que celebramos o aniversário de Cristo, nosso Avatar pescador, no solstício de inverno enquanto o Sol está em Capricórnio, é adequado que o símbolo da cabra esteja fundido ao do peixe, um símbolo que representaria os dois mil anos do cristianismo.

Em diversas culturas este período sempre foi celebrado como um momento de nascimento do Divino entre os humanos. Na Pérsia celebrava-se o nascimento do Deus Mitra, nascido de uma virgem, a Deusa Anahira. Mitra era chamado de Deus Menino ou Sol Vencedor. Entre os povos Incas ainda celebra-se o nascimento do Deus Sol – Inti. Também os Maias, os egípcios e os indianos têm festividades de celebração relativas a esta época do ano.

Portanto, esta época vem, desde tempos imemoriais, relembrar os Seres Humanos de sua origem divina e oferecer-lhes a sempre renovada oportunidade de reconhecer sua própria divindade, pois ano após ano e dia após dia, o Sol nos mostra sua constância, sem tropeço nem falseio, em doar, zelar, manter e sustentar a Vida na Terra, a fim de que possamos viver esta experiência humana e desenvolvermo-nos espiritualmente.

Mas Capricórnio não está somente associado à abundância e reconhecimento espiritual…

Amaltéia era irmã do deus Pã e, portanto parte da família de sátiros, que são meio humanos e meio bodes. e seus colegas sátiros eram devotados à lascívia e à licenciosidade sexual; daí o termo satiríase, imagem esta que não condiz com nossa percepção sobre capricórnio…

Em Roma, no mês de Capricórnio era celebrado a Saturnália, o festival pagão em homenagem a Saturno (regente de capricórnio). Nesse período, todos os costumes sociais e sexuais eram deixados de lado; as posições eram invertidas e o povo podia celebrar livremente, divertindo-se em pé de igualdade com a nobreza.

Os arquétipos míticos de Capricórnio são, portanto, diversos, incluindo Vesta, Pã, Amaltéia e Saturno. Vesta e Saturno representam um tipo rigidamente controlado, cujo comportamento deve ser impecável, enquanto Pã e Amaltéia, as cabras e sátiros, representam a liberdade sexual do signo.

Tal combinação pode ser traduzida pela necessidade de buscarmos o equilíbrio entre o céu e a terra, reverenciando nossas forças instintivas, que nos movem e nos alimentam na terra e sem as quais não conquistaríamos os altos cumes, sem, no entanto, deixarmos de reconhecer o aspecto luminoso da cabra, a disponibilidade de abundância que existe dentro de cada um de nós e que nos torna também divinos.

Que neste período de celebração cósmica e de visita do Sagrado em meio a Humanidade possamos abrir nossos corações para que a Luz divina faça morada em nós e ilumine toda a nossa vida sobre os firmes fundamentos da Alegria, da Paz e do Amor!

 Feliz Natal!

                                                                                                                                                                                                                                     Dani Rossi

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Daniela Rossi

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