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Astrologia X Astronomia : Irmandade ou Rivalidade?

Muitos de vocês certamente já ouviram falar da Astrologia. Alguns muito pouco, outros um pouco mais. No entanto, o que a maioria de vocês provavelmente desconhece é que a Astrologia por muitos e muitos anos figurou, ou melhor, resplandeceu, dentre as ciências EXATAS, mais precisamente à altura da Matemática e da Física, junto com sua irmã Astronomia

Surpresos? Que tal, então, viajarmos um pouco pelo tempo para conhecer um pouco mais desta história?

Histórica e etimologicamente, Astrologia e Astronomia eram irmãs. Sendo que a raiz etimológica da segunda deriva de Astro= estrelas e Nomos= Lei, ou seja: Lei das Estrelas e está relacionada á Matemática dos Astros; enquanto que Astrologia deriva da palavra Logos = conhecimento; e representa o Conhecimento dessa Lei ou dessa Matemática Celeste.

Assim, enquanto a Astronomia se preocupa com a constituição física e química dos corpos celestes, sua origem e evolução, a Astrologia esforça-se por descobrir o que não se vê, o que está oculto. Estuda os efeitos e as reações dos Astros sobre a Terra e sobre o Homem. Ou seja, a Astronomia fornece, por meio de seu método de observação do céu, os materiais necessários para a elaboração de um sistema filosófico harmonioso que traduzirá esse simbolismo celeste, qual seja, o Mapa Astral.

E assim estabelece-se a Irmandade. Uma comunhão com aproximadamente 5600 anos de afinidades e alegrias, mas que, infelizmente, não durou para sempre. Aqui, voltaremos um pouquinho na História para entendermos a origem da desavença entre as irmãs …

Datam de aproximadamente 4000 a.C. os primeiros registros astronômicos e, consequentemente, astrológicos feitos pelos sacerdotes Caldeus na Suméria. Portanto, as origens da astronomia/astrologia Ocidental podem ser encontradas na Mesopotâmia, a “terra entre dois rios”, Tigre e Eufrates, reinos antigos onde Sumérios, Assírios, e Babilônios eram localizados.

Da Suméria, o conhecimento foi transmitido à Babilônia, depois aos Assírios, que durante o 1º milênio a.C. foram os herdeiros seguintes de tal conhecimento, enriquecendo-o até o reinado de Assurbanipal (séc.VI ac) para transmiti-lo, após o declínio da Babilônia, aos Gregos.

Na Grécia todos os grandes filósofos conhecidos por nós eram Astrônomos, e consequentemente, Astrólogos: Pitágoras, Aristóteles, Aristarco de Samos, Hiparco, Hipócrates, entre tantos outros… Os gregos realizaram contribuições importantes no campo da Astronomia e Astrologia que, até este momento, caminhavam juntas e de mãos dadas.

Mas o progresso tornou-se estagnado na Europa medieval. A Europa Ocidental entrou na Idade Média com grandes dificuldades que prejudicaram a produção intelectual do continente. Isto porque, a partir dos gregos, a Astrologia passa de agricultural (entre 4000 a.C. e 2000 a.C. as previsões eram um guia para a agricultura, as cheias dos rios e outros fenômenos naturais) e mundial (período em que a Astrologia se dedicava a prever eventos que influenciavam a vida coletiva, tais como guerras e catástrofes naturais através de seu efeito sobre o Rei, que personificava o bem-estar do reino), para pessoal e seu estudo possibilita o conhecimento da natureza humana de uma forma tão reveladora e precisa que começa a incomodar os detentores do poder de então.

Assim, com a morte de Alexandre e ascensão do Império Romano, a Astrologia acaba por invadir Roma. Aqui encontramos um dos primeiros grandes teóricos desta arte/ciência: Claudius Ptolemaeus ou Ptolomeu. Reconhecido pelos seus trabalhos em matemática, astrologia, astronomia, geografia e cartografia, escreveu entre outras obras o Tetrabiblos (um tratado de astrologia baseado em escritos e documentos antigos babilônicos, egípcios e gregos).

Mas, a Igreja Católica condena todas as correntes religiosas de diferentes tradições que não fossem alinhadas com as diretrizes eclesiásticas e a Astrologia fica periclitante até o séc. X d.C.  Com a cisão do Império, o latim se torna predominante na parte ocidental, deixando de receber influência da cultura grega.  Em contraste, os textos gregos prosperaram grandemente no mundo Árabe. O mundo Árabe, sobre a influencia do Islã, havia se tornado mais culto e muitos trabalhos importantes da Grécia antiga ali foram traduzidos.

Chegamos ao ano de 1100, e a Europa começava a experimentar um aumento de interesse pelo estudo da natureza como parte da Renascença do século XII favorecendo o ressurgimento da Astrologia no Ocidente por influência de Tomás de Aquino. O movimento Tomista acaba por lhe dar lugar privilegiado entre as Ciências e a Astronomia, juntamente com sua irmã, na época, passa a ser considerada uma das sete artes liberais, fazendo-a um dos assuntos centrais de qualquer Studium Generale (as nossas “Universidades”), e com tamanho fulgor que Abelardo batizará com o nome de Astrolábio o filho que teve com Heloísa.

Um pouco mais tarde Lutero, que já passava a desenvolver uma concepção religiosa diferente da Doutrina Católica de então, se torna mais um defensor desta arte ao prefaciar o livro de um ilustre astrólogo Alemão denominado Lichtenberger. Um pouco depois o seguem Regiomontanus, Leonardo da Vinci, Paracelso, até chegarmos a Galileu, Kepler e Newton, que fundaram junto com Copérnico a Astronomia moderna, mas que poucos imaginam que também apreciavam e praticavam a Astrologia.

Isto porque, até este momento, a Astrologia sempre andara de mãos dadas com sua irmã e uma não existia sem a outra. No entanto, chega a Revolução Intelectual de Descartes (o pai do penso, logo existo) e acaba por submergir todo o conhecimento adquirido durante milênios ao desenvolver seu “Método Racional”.

Assim, a Natureza, antes em harmonia com todo o tipo de fenômeno no Universo, foi dessacralizada. A Astrologia, que não tinha dúvidas a respeito de quem era mais importante: a Natureza ou o Homem, naturalmente se tornou alvo de crescente oposição. Logo, Astronomia e Astrologia se dividiram e os “novos cientistas”, adeptos desse movimento Racional e Positivista não pararam de atacar a astrologia com ajuda de uma Igreja corrupta e politicamente orientada, a ponto de terminar sendo banida da grade curricular das Universidades em 1666 por ordem e resolução assinada por Colbert, então Primeiro Ministro da França.

Deste modo, do séc. XVII em diante a Astrologia foi levada ao esquecimento… Um isolamento muito caro, pois a fez perder contato com todas as demais disciplinas intelectuais que continuaram se desenvolvendo dentro das Universidades.

A partir daí a humanidade vive o que denominamos “obscurantismo intelectual”, pois que rejeita visceralmente tudo o que não seja admitido por essa ciência oficial.

Mas, depois do fluxo, vem o refluxo. Depois da ação, a reação.  Carl Jung, grande filósofo e psicanalista, em meados do séc. XX a reanima, elevando-a novamente para dentro das Universidades. Porém, mesmo nos dias atuais, a Astronomia ainda permanece em desacordo com a Astrologia, ou melhor, a ignora.

Os tempos mudaram e o atual interesse pela Astrologia pode ser um sinal da crescente busca espiritual da humanidade, ou quem sabe do princípio da Era de Aquário, símbolo de originalidade e indiscriminação, que irá desenvolver o verdadeiro significado da palavra LIBERDADE – liberdade de pensamento, de crença, de expressão – e restabelecer definitivamente a re-união destas duas Artes/Ciências que nunca deveriam ter se distanciado….

Daniela Rossi

Comentários»

1. Mestra Olavo - 22/06/2016

Concordo completamente, Daniela.Aliás, na era em que encontramos(denominada, pelos astrólogos mais renomados, Era do ornitorrinco transcedental) observamos um constante crescimento de um monopólio científico, cujo o objetivo é reprimir as verdadeiras ciências, dado q sua contribuição enciuma a comunidade opressora, a qual se auto-denomina “científica”.Esses inescrupulados corrompem a verdaseira espiritualidade fornecida pelos métodos fortemente embasados executados pelos estudos da teologia, homeopatia, astrologia, religião e afins, tão ocultos e místicos que é quase como se não existissem.Pq tbm não acabamos com a quimioterapia e distribuímos a fosfoetanolamina para toda a população?Devemos pressionar essa grande organização farmacêutica para q atenda aos interesses de todos e , não somente, ao governo corruptível e maligno.


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